terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sereníssima.





















Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que eu não quero
E você vai ver logo o que acontece

Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades,
Tínhamos a idéia mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia

Já passou, já passou - quem sabe outro dia

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe, é o que todo mundo sabe
Não entendo o terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso

Até penso duas vezes se você quiser ficar

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Como uma pedra a rolar

Foi ótimo perceber que o blog continuava aqui, intacto. É que hoje veio até mim o sentimento de nostalgia. Nem triste, nem feliz. Talvez um pouco arrependida pelos excessos e pelas minorias também, mas nada que me faça deixar de lado o agora em busca de voltar atrás, chegando no futuro sem ter vivido porcaria nenhuma. Não, nada disso.
É estranho estar aqui, de verdade. Sinto o gelo do teclado a cada toque rápido nas pontas dos dedos, e ainda assim não me sinto só. Não, eu não me sinto só. Não sei se congelei, na verdade é essa a sensação que tenho, mas quando procuro as palavras de forma mais racional e sensata, percebo que me estabilizei. Mas é aí que está, se é que me entende. Não, você não me entende. E eu não vou culpá-lo por isso, até porque, não faz parte dos meus interesses pessoais culpar ninguém.
Não é antipatia, necessidade de auto-afirmação ou mesmo desabafo, não é essa a intenção. Ou talvez seja, não importa se eu vivo de incertezas e contradições, e menos ainda o quão insegura eu sou em relação a tudo, todos e a mim mesma, o tempo está aí e é em direção a ele que quero olhar, até porque, andei pensando seriamente em parar de sonhar, mas isso já são outros quinhentos.
Vou lá, antes que entardeça e eu me arrependa de ter trocado o cheiro de papel - também pretendo falar sobre ele - por uma tela de computador. (Até porque eu concordei com aquela história do livro que criticava a rapidez com a qual a tecnologia faz com que as coisas aconteçam, não bastasse quão curta a vida é).
Acho que lhes deixo um beijo. É, um beijo.
















(Correção: 24/06/2006)


"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)