sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Como uma pedra a rolar

Foi ótimo perceber que o blog continuava aqui, intacto. É que hoje veio até mim o sentimento de nostalgia. Nem triste, nem feliz. Talvez um pouco arrependida pelos excessos e pelas minorias também, mas nada que me faça deixar de lado o agora em busca de voltar atrás, chegando no futuro sem ter vivido porcaria nenhuma. Não, nada disso.
É estranho estar aqui, de verdade. Sinto o gelo do teclado a cada toque rápido nas pontas dos dedos, e ainda assim não me sinto só. Não, eu não me sinto só. Não sei se congelei, na verdade é essa a sensação que tenho, mas quando procuro as palavras de forma mais racional e sensata, percebo que me estabilizei. Mas é aí que está, se é que me entende. Não, você não me entende. E eu não vou culpá-lo por isso, até porque, não faz parte dos meus interesses pessoais culpar ninguém.
Não é antipatia, necessidade de auto-afirmação ou mesmo desabafo, não é essa a intenção. Ou talvez seja, não importa se eu vivo de incertezas e contradições, e menos ainda o quão insegura eu sou em relação a tudo, todos e a mim mesma, o tempo está aí e é em direção a ele que quero olhar, até porque, andei pensando seriamente em parar de sonhar, mas isso já são outros quinhentos.
Vou lá, antes que entardeça e eu me arrependa de ter trocado o cheiro de papel - também pretendo falar sobre ele - por uma tela de computador. (Até porque eu concordei com aquela história do livro que criticava a rapidez com a qual a tecnologia faz com que as coisas aconteçam, não bastasse quão curta a vida é).
Acho que lhes deixo um beijo. É, um beijo.
















(Correção: 24/06/2006)


"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)

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