Pode ser que eu não faça nada de grandioso aqui - ou pelo menos nada do que eu considere grandioso. Não importa. O mundo continuará. Mas levo em mim, ainda que desbotada, a sede de mudança, de transformação não de um mundo todo, mas de vários mundos particulares. Eu levo.
Não sei como será, mas eu sabia de certa forma que antes mesmo de acontecer, daria tempo. Não medo, mas insegurança. E já saudade também. Certo arrependimento do que poderia e não foi, e então eu opto por crer no destino e ele que dê conta da culpa sozinho. Pobre destino!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Foi quase uma jornada.
Entre um relance e outro lembro dos pés que eram meus naquele chão que não me apoiou. A vida ali não existia, não mais, "nonada". Enquanto o tremor completo do meu corpo me assaltava o equilíbrio eu te olhava o tempo todo, mas não reconhecia. Seu tom amarelado, a maquilagem que disfarçava aquilo que agora era tua aparência.
De repente, exceto as lembranças, tudo se fez passado. Não mais sua voz, suas palavras, não mais beijar sua testa... Não mais. "Nonada". Mas é tudo.
Guardo comigo tudo, porque eu sei que deu o melhor de si. E você era o melhor de mim. Vai doer, mas ainda que doa, eu não vou te bloquear nas minhas lembranças, nem mesmo economizar palavras pra simplesmente evitar lágrimas, eu vou dedicar cada pedaço de oportunidade a tua tão digna memória.
Muito obrigada por todo o carinho, durante toda minha vida, pelos sorrisos, elogios, conselhos, e principalmente pelos dias repletos de histórias que me encantavam como nunca outros momentos haverão de substituir.
Ser sua bisneta é o maior sentido que eu poderia ter encontrado pra minha vida. Agora eu sei.

A "moça mais bonita" te escreve com a maior dor do mundo, mas também com o maior amor.
Eu amo você pra sempre, Petrô!
Entre um relance e outro lembro dos pés que eram meus naquele chão que não me apoiou. A vida ali não existia, não mais, "nonada". Enquanto o tremor completo do meu corpo me assaltava o equilíbrio eu te olhava o tempo todo, mas não reconhecia. Seu tom amarelado, a maquilagem que disfarçava aquilo que agora era tua aparência.
De repente, exceto as lembranças, tudo se fez passado. Não mais sua voz, suas palavras, não mais beijar sua testa... Não mais. "Nonada". Mas é tudo.
Guardo comigo tudo, porque eu sei que deu o melhor de si. E você era o melhor de mim. Vai doer, mas ainda que doa, eu não vou te bloquear nas minhas lembranças, nem mesmo economizar palavras pra simplesmente evitar lágrimas, eu vou dedicar cada pedaço de oportunidade a tua tão digna memória.
Muito obrigada por todo o carinho, durante toda minha vida, pelos sorrisos, elogios, conselhos, e principalmente pelos dias repletos de histórias que me encantavam como nunca outros momentos haverão de substituir.
Ser sua bisneta é o maior sentido que eu poderia ter encontrado pra minha vida. Agora eu sei.

A "moça mais bonita" te escreve com a maior dor do mundo, mas também com o maior amor.
Eu amo você pra sempre, Petrô!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Sobre a saudade...
A dor que em nós causa a saudade, o mal da saudade, é que de nada mal ela tem. A saudade não nos invade, nós é que com ela vamos ter, ela que tão bem nos acolhe. E lá ficamos, sem nós mesmos, numa virtualidade onde nenhum eu mora. É aí que está a dor, porque matamos a saudade, a que tão bem nos cuidou e voltamos a algo que não nos dará senão em pouco tempo uma nova morada, com o mesmo nome.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Andava rua afora, bagagem nas costas, os pés calçados no asfalto molhado que marcava de forma sonora o momento cada passo daquele sentimento sentido por ela, não por mim. Caminhava segura, ansiosa, com as mãos no bolso do moleton e algumas incertezas sobre o que estava por vir. Sua segurança era sobre continuar. Havia aprendido com um certo garoto que o presente deve ser valorizado, e no fundo sabia que sempre tinha pensado assim, só não o praticava por falta de incentivo.
Sentiu vontade de parar. Havia um excesso de luz que a incomodava de uma maneira que não calculava bem, - até porque matemática não era seu forte. Parou. Sabia que deveria retornar, ainda que não quisesse, ou sabia que não deveria ainda que o quisesse, era de praxe desistir tão fácil das coisas.
Talvez esse texto continue. Talvez.
:)
Sentiu vontade de parar. Havia um excesso de luz que a incomodava de uma maneira que não calculava bem, - até porque matemática não era seu forte. Parou. Sabia que deveria retornar, ainda que não quisesse, ou sabia que não deveria ainda que o quisesse, era de praxe desistir tão fácil das coisas.
Talvez esse texto continue. Talvez.
:)
"O ideal é grande...
.. a realidade é que é pequena."
Melancolicamente, retorno. Lá vou eu novamente gritar para o oco. Não importa. - Não mesmo.
As coisas têm mudado, não é de hoje, e creio ora sim, que há males que vem para o bem. Ora não, mas no momento sim.
Não sei ao certo, mas creio que travei na escrita quando bati de frente com a auto-crítica que dizia: você só escreve para você mesma. Inútil - ou não -, mas quando reli, percebi que gostava, e cá estou, sem pormenores. Estranha essa vida. Realmente muito estranha.
E esse desamor que me corrói...
Melancolicamente, retorno. Lá vou eu novamente gritar para o oco. Não importa. - Não mesmo.
As coisas têm mudado, não é de hoje, e creio ora sim, que há males que vem para o bem. Ora não, mas no momento sim.
Não sei ao certo, mas creio que travei na escrita quando bati de frente com a auto-crítica que dizia: você só escreve para você mesma. Inútil - ou não -, mas quando reli, percebi que gostava, e cá estou, sem pormenores. Estranha essa vida. Realmente muito estranha.
E esse desamor que me corrói...
quarta-feira, 4 de março de 2009
Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Change your heart
Look around you
Change your heart
Will astound you
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
I need your lovin'
Like the sunshine
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
Everybody's gotta learn sometime
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Sereníssima.
Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta o meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que eu não quero
E você vai ver logo o que acontece
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades,
Tínhamos a idéia mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou - quem sabe outro dia
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe, é o que todo mundo sabe
Não entendo o terrorismo, falávamos de amizade.
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Mas não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar
Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Como uma pedra a rolar
Foi ótimo perceber que o blog continuava aqui, intacto. É que hoje veio até mim o sentimento de nostalgia. Nem triste, nem feliz. Talvez um pouco arrependida pelos excessos e pelas minorias também, mas nada que me faça deixar de lado o agora em busca de voltar atrás, chegando no futuro sem ter vivido porcaria nenhuma. Não, nada disso.
É estranho estar aqui, de verdade. Sinto o gelo do teclado a cada toque rápido nas pontas dos dedos, e ainda assim não me sinto só. Não, eu não me sinto só. Não sei se congelei, na verdade é essa a sensação que tenho, mas quando procuro as palavras de forma mais racional e sensata, percebo que me estabilizei. Mas é aí que está, se é que me entende. Não, você não me entende. E eu não vou culpá-lo por isso, até porque, não faz parte dos meus interesses pessoais culpar ninguém.
Não é antipatia, necessidade de auto-afirmação ou mesmo desabafo, não é essa a intenção. Ou talvez seja, não importa se eu vivo de incertezas e contradições, e menos ainda o quão insegura eu sou em relação a tudo, todos e a mim mesma, o tempo está aí e é em direção a ele que quero olhar, até porque, andei pensando seriamente em parar de sonhar, mas isso já são outros quinhentos.
Vou lá, antes que entardeça e eu me arrependa de ter trocado o cheiro de papel - também pretendo falar sobre ele - por uma tela de computador. (Até porque eu concordei com aquela história do livro que criticava a rapidez com a qual a tecnologia faz com que as coisas aconteçam, não bastasse quão curta a vida é).
Acho que lhes deixo um beijo. É, um beijo.

(Correção: 24/06/2006)
"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
É estranho estar aqui, de verdade. Sinto o gelo do teclado a cada toque rápido nas pontas dos dedos, e ainda assim não me sinto só. Não, eu não me sinto só. Não sei se congelei, na verdade é essa a sensação que tenho, mas quando procuro as palavras de forma mais racional e sensata, percebo que me estabilizei. Mas é aí que está, se é que me entende. Não, você não me entende. E eu não vou culpá-lo por isso, até porque, não faz parte dos meus interesses pessoais culpar ninguém.
Não é antipatia, necessidade de auto-afirmação ou mesmo desabafo, não é essa a intenção. Ou talvez seja, não importa se eu vivo de incertezas e contradições, e menos ainda o quão insegura eu sou em relação a tudo, todos e a mim mesma, o tempo está aí e é em direção a ele que quero olhar, até porque, andei pensando seriamente em parar de sonhar, mas isso já são outros quinhentos.
Vou lá, antes que entardeça e eu me arrependa de ter trocado o cheiro de papel - também pretendo falar sobre ele - por uma tela de computador. (Até porque eu concordei com aquela história do livro que criticava a rapidez com a qual a tecnologia faz com que as coisas aconteçam, não bastasse quão curta a vida é).
Acho que lhes deixo um beijo. É, um beijo.

(Correção: 24/06/2006)
"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Sorte de hoje:
E continuo aqui, parada, no mesmo lugar. Talvez seja melhor não ser tão melhor assim.
"E eu te pergunto: por quê?
Entendo ou não entendo nada?
Estendo a mão sem dar um beijo?
Escrevo as últimas palavras?
Enfrento ou finjo que não vejo?
Espelho meu desiste dessa cara
Esqueço ou fico com desejo?
Espero mais ou devo apaga-la?"
"Eis aqui um que não fará grande carreira no mundo. As emoções o dominam."
(Machado de Assis)
"E eu te pergunto: por quê?
Entendo ou não entendo nada?
Estendo a mão sem dar um beijo?
Escrevo as últimas palavras?
Enfrento ou finjo que não vejo?
Espelho meu desiste dessa cara
Esqueço ou fico com desejo?
Espero mais ou devo apaga-la?"
"Eis aqui um que não fará grande carreira no mundo. As emoções o dominam."
(Machado de Assis)
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