segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Com certeza.

Meu silêncio não é mudo, talvez mudança. Mas ainda que me cale, continuo a gritar os mesmos gritos.
Essa metamorfose ambulante, sabe como é.

"O hoje é apenas um furo no futuro
Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado
Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar"


Somos dois cancerianos sem lar. Dois atores.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Boa pergunta.

Desatenta era, ainda que atualizada, pois as informações é que lhe vinham. E eram muitas. Tantas outras poderiam ser, mas eram essas que tinha na mão, e eram muitas. Cada uma com seu valor, tamanho e data de validade, desgastando aos poucos seu limite já tão gasto.
Desceu... Foi então que, de algum lugar desconhecido, um outro desconhecido qualquer determinou o que - até então - era também desconhecido. Mas é claro que algo iria acontecer. Cada segundo que chega recebe a missão de se tornar uma quantidade maior de tempo, e então eis que acontece algo. Indiferente ou não.
...
Passada a explosão, se encontra sentada na calçada, captando e reagindo diante do todo que lhe chega sem cessar. Cabeça apoiada nos joelhos - para que o mundo não a veja, e nem ela a ele -, e então lhe toma conta o sentido de infinito. Ela solta o cigarro quase inteiro ao chão e se abraça, sem notar o seu próprio redor.
Ela. Ela que sou.