Passos largos entre o fúnebre e o renascer. Ora que, no mesclo de tamanho contraste, me faço revigorar, me faço revigorar dentre os óbices que me transformam em consternação. Nada sei, senão da dúvida desde que optei pelo neutro, que não é efêmero como tudo hoje em dia.
(Nada de venalidades, sou apenas demandista de mim.)
Orar, oras, horas. Ponteiros atrasados que de nada adiantam.
Resumir sete dias de cansaço em dois de amofinações, ruminações, estonteações e uma Naiara psicologicamente apinhada.
Retificar o torto, sem trocas. E que nada esperemos do próximo - ou de nós mesmos -.
Frase do ano:
- "Nos esforçamos para não parecer objeto sexual, e ninguém mais nos nota."
(Retirado de "A vida de David Gale")
domingo, 30 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
O canto noturno
"É noite: falam mais alto, agora, todas as fontes borbulhantes. E também a minha alma é uma fonta borbulhante.
É noite: somente agora despertam todos os cantos dos que amam. E também a minha alma é o canto de alguém que ama.
Há qualquer coisa insaciada, insaciável, em mim; e quer erguer a voz. Um anseio de amor, há em mim, que fala a própria linguagem do amor.
Eu sou luz; ah, fosse eu noite! Mas esta é a minha solidão: que estou circundado de luz.
Ah, fosse eu escuro e noturno! Como desejaria sugar os seios da luz!
E até vós desejaria abençoar, pequenos astros cintilantes e vagalumes, lá no alto! - e ser feliz com as vossas dádivas de luz.
Mas eu vivo na minha própria luz, sorvo de volta em mim as chamas de que de mim rompem."
(Nietzsche)
É noite: somente agora despertam todos os cantos dos que amam. E também a minha alma é o canto de alguém que ama.
Há qualquer coisa insaciada, insaciável, em mim; e quer erguer a voz. Um anseio de amor, há em mim, que fala a própria linguagem do amor.
Eu sou luz; ah, fosse eu noite! Mas esta é a minha solidão: que estou circundado de luz.
Ah, fosse eu escuro e noturno! Como desejaria sugar os seios da luz!
E até vós desejaria abençoar, pequenos astros cintilantes e vagalumes, lá no alto! - e ser feliz com as vossas dádivas de luz.
Mas eu vivo na minha própria luz, sorvo de volta em mim as chamas de que de mim rompem."
(Nietzsche)
quarta-feira, 5 de março de 2008
Juízo final.
Sentes o mesmo gosto amargo,
que eu?
Sentes ainda o rosto marcado,
no meu?
Há gestos espalhados sala afora,
dor adentro.
Há restos espalhados do teu eu,
no nosso.
A nudez expressa do teu caráter;
O rutilante brilho nos teus olhos;
O malogrado de toda uma vida.
És humano, ao fundo,
és um homem.
Siga teu caminho correto,
enquanto eu, contorno o meu.
segunda-feira, 3 de março de 2008
O primeiro julgamento.
Acontece que as pessoas confundem as coisas. Personalidades são trocadas por máscaras, sinceridade por grosseria, perguntas por pecados, condições por obrigações, e assim caminha a humanidade, em busca de sabe-se lá o que.
E enquanto o mundo desmorona, procuramos o vestido mais belo para a discórdia do ano.
Já dizia Nietzsche:
"Como gosta de aquecer-se, o frio monstro, ao sol das consciências tranqüilas!"
E enquanto o mundo desmorona, procuramos o vestido mais belo para a discórdia do ano.
Já dizia Nietzsche:
"Como gosta de aquecer-se, o frio monstro, ao sol das consciências tranqüilas!"
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