Não ato nem desato,
Eis o meu fato.
(Nosso?)
Ouvi dizer que há sinais de novos ventos.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Tão quanto.
Esse vento ventante,
Que sequer um instante
Ousou me trair.
Essa lua tão minha,
Tão cheia de nova ser,
Faz-me bocejos, traz-me desejos.
Esse ego tão incesso
De uma forma tão recessa,
Faz-se crescer.
Eu pude ser o último dos românticos, mas não quis.
Que sequer um instante
Ousou me trair.
Essa lua tão minha,
Tão cheia de nova ser,
Faz-me bocejos, traz-me desejos.
Esse ego tão incesso
De uma forma tão recessa,
Faz-se crescer.
Eu pude ser o último dos românticos, mas não quis.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Onde não mora o novo, um antigo rastejar. Pés sujos, andar racho. Sentiu o chão. Sentiu-o e dele absorveu o que não sabia se bom ou mal, mas absorveu. Fechou os olhos, cancelando o pouco colorido que ainda lhe restava. Há tempos tudo andava deveras empoeirado, e isso não era lá muito agradável. Sentia muito, falava pouco, e mal se importava.
Se encontrava em estado de concentração. Nem ele, nem ela: tudo não passava de um mero existir. Que convenhamos, não é mero, cá nem lá, cima ou baixo. É que tudo andava assim mesmo, em breves cerimônias, frases gastas, demasiados pontos finais - que não finalizavam nada. Ainda que soubesse o caminho de volta, não voltaria. Não era seu costume tardar. Sempre esteve ali. Sempre.
Não sabia explicar, mas soube entender. Devolveu então a energia ao chão e foi ler um livro.
Se encontrava em estado de concentração. Nem ele, nem ela: tudo não passava de um mero existir. Que convenhamos, não é mero, cá nem lá, cima ou baixo. É que tudo andava assim mesmo, em breves cerimônias, frases gastas, demasiados pontos finais - que não finalizavam nada. Ainda que soubesse o caminho de volta, não voltaria. Não era seu costume tardar. Sempre esteve ali. Sempre.
Não sabia explicar, mas soube entender. Devolveu então a energia ao chão e foi ler um livro.
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