sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dogmática - Zé Ramalho

"A consciência do homem
Tão cheia de julgamentos
Aplaude quanto condena
Neuróticos erros nesses maus momentos
Um doutrinar inseguro
No poço dos pensamentos
As normas dos tratamentos
O jeito de se portar
O medo dos preconceitos
Que capam direitos de se completar
Um cadafalso maduro
Em cada praça e lugar
Vivemos de acreditar
No transe das gerações
A mesma nota maldita
Ou mesmo bendita das religiões
E um povo mais inseguro
Escutando os tais sermões"

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Achado.

A lua abafa a dor.
A dor que dói.
Dor de vapor.
Porque dilui-se tudo
o que se passa
pelo moedor de café
em hora de moer café.
Vapor que abafa,
que abafado é,
Por uma tampa de panela,
que respinga gotas d´agua,
em sua superfície.
(Quase lá)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Durma medo meu.

Percebi que ainda que intensa, não sou feliz nem triste: prefiro a estabilidade emocional. É que felicidade e tristeza, convenhamos, são sentimentos traiçoeiros, os tais "eternos enquanto duram".
Troquei felicidade por auto-suficiência e tristeza por auto-crítica.
Dizer que é melhor calar-se, isso eu digo.

"Leva, lavando, me deixando leve
Que a certeza não escorregue,
Feito pedra de sabão..."
(O Teatro Mágico)

Eis que meu medo dormiu.