quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"É que o meu destino me dá tempo. Ter-me-á esquecido? Ou estará sentado na sombra, atrás de uma grande pedra, caçando moscas?
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Eu, porém, e o meu destino - não falamos para o hoje, tampouco falamos para o nunca; temos paciência e tempo, para falar, tempo de sobra. Porque, um dia, ele há de vir e não poderá passar de largo.
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Quão longe estará esse 'longínquo'? Que me importa! Nem por isso é sua vinda menos certa, para mim; com ambos os pés, piso firme neste solo -
Num solo eterno, em duras rochas primordiais, neste primordial monte, o mais alto e o mais duro, para onde convergem todos os ventos, como a um divisor metereológico, perguntando onde? de onde? para onde?"


(Nietzsche, em "Assim Falou Zaratustra")

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