sexta-feira, 30 de maio de 2008

Entre o esférico e o linear

Acabo por chegar ao ápice de meus últimos anos. Lendo Camus, descobri que está tudo bem. Não há nada de errado. Acredite: está tudo bem.
Acabam por despedir-se de mim o tormento, a agonia, o fastio. Dei-me por conta de estar no meu lugar, sem questionar porque´s – nem mesmo conformar-me fielmente ao destino -.
(Não, esse não é o ponto final. Sequer minha despedida. É apenas o quietar de minhas inquietações.)
Sem entendimentos. Menos ainda, contradições.
As pessoas deveriam tomar mais cuidado com a auto-confiança. –Isso também não é uma afirmação. Acho que não existem afirmações, mas não falarei sobre isso. Não agora-.
Não está de acordo com meu querer, mas está tudo bem. Talvez seja essa a questão: jamais estará como deveria estar. Pesa o fato de pensar que poderíamos fazer melhor, mas agora eu sei, está tudo bem.

2 comentários:

Catarina F. Saraiva disse...

Nunca nada está 100% bom.
E a verdade é que eu concordo um pouco com o seu post lá em baixo: "E quer saber? Concluí que feliz é aquele que vive de tristezas.".

E eu me sinto muito estranha quando tudo tá muito muito bem. Parece que logo você está esperando pelo pior, ou por aquela nostalgia ou tristeza rotineira.

É a vida.

Alhos e Bugalhos disse...

não existem afirmações?