quinta-feira, 10 de abril de 2008

Chão de giz.

E quanto ao meu agora, não sei se é meio, começo ou fim. Não sei também se devo ir em frente ou me entregar ao cômodo. Ah, luta! Ganhaste-me por tanto tempo!
Pudera eu ter os olhos de antes agora, pudera eu não ver de forma tão clara o obscuro.
Caminho perdido, esse meu. Banido!
Há relíquias em cada pedaço daquilo que quero, mas eu as banalizo, eu as sujo, eu as afundo na intensidade da minha lama.
Perdão, palavras!
Perdão, pedras atiradas!
Perdão, elos desfeitos!
Havia eu de fazer cada pedaço do meu desmanchado "ser", havia eu retomar àquilo que nunca deixei de ser. Mas há tantas varandas, cirandas, cantigas.. Há tantos vestidos, floridos, rosados. Há tanta ocasião, há tanto cumprir.
Deixo aqui estar, para continuar aquilo que, não para mim, mas para meu medo, é o de maior valor agora.

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