segunda-feira, 28 de abril de 2008

À tona

Dei-me por conta há pouco, do quão ingênuos somos em relação à felicidade. E quer saber? Concluí que feliz é aquele que vive de tristezas.
Felicidade é ego insano, ganância repressora, fuga do elo. Não quero parecer ignorante, menos ainda supérflua, mas é que não adentra em mim esse sentido de não faltar nada. Seria isso, a felicidade? Afinal, o que é felicidade? Melhor ser feliz, ou completo?
É ai que está. A felicidade é capaz de cobrar um único preço, e o mais arriscado de todos: o limite.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Chão de giz.

E quanto ao meu agora, não sei se é meio, começo ou fim. Não sei também se devo ir em frente ou me entregar ao cômodo. Ah, luta! Ganhaste-me por tanto tempo!
Pudera eu ter os olhos de antes agora, pudera eu não ver de forma tão clara o obscuro.
Caminho perdido, esse meu. Banido!
Há relíquias em cada pedaço daquilo que quero, mas eu as banalizo, eu as sujo, eu as afundo na intensidade da minha lama.
Perdão, palavras!
Perdão, pedras atiradas!
Perdão, elos desfeitos!
Havia eu de fazer cada pedaço do meu desmanchado "ser", havia eu retomar àquilo que nunca deixei de ser. Mas há tantas varandas, cirandas, cantigas.. Há tantos vestidos, floridos, rosados. Há tanta ocasião, há tanto cumprir.
Deixo aqui estar, para continuar aquilo que, não para mim, mas para meu medo, é o de maior valor agora.

Tudo aquilo, nada disso.

Não sei se há como explicar claramente, mas descobri, quando vi o desenho de um beijo no azulejo do banheiro, que tenho medo dos homens - mas enfrento -.
Ó, canto meu!
Ó, duplo eu!
Resta de tantos sonhos, não muito além de um som que, apesar de não completar por inteiro, completa.
E só eu ouço... E só eu sei...