Só eu sei os sentimentos que habitam meu interior e, ainda que saiba, mal reconheço. Tudo é confusão, incerteza. Não sei quem sou, e menos ainda o que quero ser, ou o que espero de mim.
Ando numa busca incessante de algo concreto em mim, sólido o suficiente para que eu sinta o mínimo necessário de segurança nos pés, ao caminhar. Sinto gastura no coração e angustia estomacal. Sei que não sei, e que, ainda assim, sou a única a saber - entender.
Um canto, um som, uma fechadura, uma eternidade, um eu.
Absurdos cantarolantes de uma identidade solta ao relento.
Eu não me abandonei, apenas fizeram com que eu buscasse pelo meu ego de forma tardia.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
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